O Guaíba completa, nesta terça-feira (6), uma semana em condições de cheia. O nível do lago está acima da cota de 2 metros desde a madrugada de 30 de setembro, segundo dados das réguas eletrônicas analisados pela MetSul Meteorologia.
No final da manhã desta terça, a medição no Cais Central da Avenida Mauá, junto ao Centro Histórico de Porto Alegre, registrava 2,11 metros, com tendência de lenta baixa. A cheia provoca alagamentos em alguns pontos das ilhas, no bairro Arquipélago.
A régua eletrônica utilizada fica no ponto oficial de medição do Guaíba há 150 anos, com cota de inundação de 3,00 metros. Foi a única estação que não saiu do ar durante a enchente de 2024, por usar uma nova tecnologia de coleta de dados. A medição apresenta valor superior ao divulgado por páginas que usam dados da régua do Gasômetro.
O Guaíba entrou em cheia ao superar a cota de 2 metros na madrugada do dia 30 de setembro. Desde então, o nível se manteve sempre acima desse patamar e chegou a se aproximar da cota de alerta de 2,5 metros no dia 2 de outubro.
A elevação foi impulsionada pela grande vazão vinda dos rios Taquari, Caí e Jacuí, todos que começaram o mês sob cheias. O Jacuí é o principal contribuinte do Guaíba e, por ser um rio de grande extensão, sua vazão segue chegando por dias ao delta, na área de Eldorado do Sul e Porto Alegre.
Dados mostram que o Jacuí, embora com tendência de baixa, segue muito alto junto ao Centro do Rio Grande do Sul. A tendência é que o nível do Guaíba permaneça elevado nos próximos dias.
A previsão de chuva para a segunda metade desta semana e parte do fim de semana na bacia do Jacuí e de outros rios contribuintes preocupa. O volume pode prolongar o nível alto do Guaíba e causar nova elevação.