Carazinho encerrou o pleito eleitoral sem representantes próprios na Assembleia Legislativa e no Congresso Nacional. A cidade, que possui mais de 46,6 mil eleitores, viu a maioria dos votos migrar para candidatos de outros municípios.
O resultado reflete a fragmentação das candidaturas locais e a opção das principais lideranças políticas do município em apoiar nomes de fora. Dos cinco candidatos mais votados para deputado federal em Carazinho, três são de outras cidades.
Bruno Berté, um dos primeiros a confirmar candidatura pelo PDT, não recebeu apoio integral do partido, incluindo de seu companheiro de bancada na Câmara, o vereador Alaor Tomás. Situação semelhante ocorreu com Juliani Pinzon e Valéska Walber, que, apesar do respaldo dos diretórios estaduais, fizeram campanhas praticamente solitárias.
Adriano Strack confirmou seu nome faltando pouco mais de um mês para as eleições. Apesar de não ter se elegido, Strack obteve mais votos do que em 2022, tanto no Estado quanto no município, impulsionado pelo trabalho social que realiza no esporte.
Com o terreno livre para forasteiros, dos cinco candidatos mais votados para federal em Carazinho, três são de fora: Giovani Cherini, do PL, com 3.421 votos; Maurício Marcon, PL, com 2.291 votos; e Rony Gabriel, do Podemos, com 2.198 votos. Outros seis candidatos de outros municípios superaram 500 votos na cidade, como Luciano Azevedo, do PSD, que fez 879 votos.
Os cinco candidatos mais votados somaram pouco mais de 22 mil votos. Mais da metade dos eleitores carazinhenses migrou para candidaturas de fora ou optou por votos brancos e nulos. Cerca de 9.600 eleitores não compareceram às urnas.
Ronaldo Nogueira, mesmo não eleito, é apontado como um dos que saem fortalecidos do pleito. Ele pode assumir uma vaga na Câmara Federal caso um dos deputados federais eleitos pelo Republicanos seja chamado para o secretariado de Zuco, repetindo o que ocorreu na legislatura que se encerra.