A Brigada Militar mobilizará 100% do efetivo nas ruas para o primeiro turno das eleições deste domingo. A informação foi confirmada pelo coronel Rogério Navarro, comandante do Comando Regional de Polícia Militar do Planalto (CRPM Planalto), em entrevista à Rádio Uirapuru.
Em Passo Fundo, a operação é coordenada pelo 3º Regimento de Polícia Montada (3º RPMOn), responsável por 30 municípios da região. O efetivo administrativo e as unidades especializadas também foram convocados para atuar no pleito.
O policiamento ostensivo contará com patrulhamento motorizado e efetivo a pé, com atenção especial aos colégios eleitorais de maior potencial de conflito. A Brigada Militar também acompanha a instalação das urnas, o transporte e a permanência delas nos locais de votação.
“Nós iremos manter o policiamento naqueles locais onde as urnas pernoitarão e também acompanhar o recolhimento após o final do pleito”, explicou Navarro. O efetivo permanecerá mobilizado desde a manhã deste sábado até o encerramento dos trabalhos no domingo.
A corporação atua em conjunto com o Batalhão Rodoviário, o Batalhão Ambiental e o Colégio Tiradentes para suprir eventuais déficits do policiamento rotineiro. O CRPM Planalto abrange 65 municípios, divididos entre o 3º RPMOn, com sede em Passo Fundo, e o 38º Batalhão de Polícia Militar (38º BPM), sediado em Carazinho.
Questionado sobre preocupações específicas, Navarro apontou a região indígena de Charrua como o local mais crítico. Segundo o comandante, não se trata de uma questão diretamente relacionada ao pleito, mas de conflitos internos na reserva, que levaram à retirada de parte dos moradores.
“Essas pessoas, embora estejam instaladas em outra cidade, terão que retornar ao local para votar. Estamos aproximando o policiamento especializado do Batalhão de Choque, que permanecerá durante todo o período eleitoral e até o recolhimento das urnas”, afirmou. A situação é acompanhada em conjunto com a Polícia Federal.
Sobre as prisões durante o período eleitoral, o comandante lembrou que, salvo em flagrante delito, prisões não podem ser realizadas na véspera e no dia da eleição. Crimes como homicídio, feminicídio e roubo em andamento, quando em flagrante, resultam em condução à delegacia, e a autoridade policial e o juiz decidirão conforme a legislação.