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Santa Maria forma 5 mil por ano e enfrenta êxodo de talentos qualificados

Cidade forma mais de 5 mil estudantes por ano, mas enfrenta dificuldades para manter profissionais qualificados. Estado busca reter talentos com ecossistemas de inovação e parques tecnológicos.
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Redação Planalto RS 24 Horas

1 de outubro de 2026

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Santa Maria forma mais de 5 mil estudantes por ano, mas enfrenta dificuldades para reter esses profissionais no município. A situação reflete um cenário mais amplo: cerca de 700 mil gaúchos deixaram o Rio Grande do Sul desde o início do século.
A cidade, um dos principais polos universitários do estado, tem na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) um importante centro de formação. No entanto, a falta de oportunidades de trabalho na região tem levado parte dos formandos a buscar carreira em outros estados.

A estudante de engenharia aeroespacial Carolina Barbara deixou Jundiaí (SP) para estudar na UFSM. Ela afirma ter escolhido Santa Maria pela proximidade com a área aeronáutica e pela presença da Força Aérea. Apesar disso, planeja seguir carreira em São José dos Campos (SP). “A oportunidade que eu almejo está em São Paulo”, resume.

O secretário de Desenvolvimento Econômico de Santa Maria, Ronie Gabbi, afirma que é praticamente impossível uma cidade conseguir reter toda a quantidade de profissionais formados anualmente. A coordenadora do curso de Engenharia Aeroespacial da UFSM, Natália Daudt, confirma que a maioria dos estudantes tem se empregado fora do município. O cenário local ilustra o desafio estadual de transformar formação acadêmica em oportunidades de trabalho e carreira.

Entre as alternativas apontadas para reter talentos está o fortalecimento dos ecossistemas de inovação, que aproximam universidades, empresas, startups e investidores. O Rio Grande do Sul possui 20 parques tecnológicos em atividade, além de incubadoras e hubs de inovação.

Para o superintendente de Inovação e Desenvolvimento da PUCRS e do Tecnopuc, Jorge Audy, esses ambientes ajudam a atrair investimentos e gerar demanda por profissionais qualificados. Segundo ele, o movimento contribui para trazer de volta parte dos jovens que deixaram o estado e também atrair novos talentos. “Não teremos futuro se não investirmos em educação, em geração de talento e políticas de atração de talentos”, afirma.

Em Porto Alegre, iniciativas como o Instituto Caldeira tentam aproximar jovens das oportunidades do mercado. O programa Geração Caldeira conecta estudantes e ex-alunos da rede pública com empresas instaladas no ecossistema de inovação. Segundo o diretor de Educação do instituto, Felipe Amaral, mais de 550 participantes já foram contratados por organizações parceiras.

“O Geração Caldeira é esse elo entre jovem talento que não tem acesso à oportunidade e empresas que querem acessar esses jovens”, explica Amaral. Especialistas apontam ainda a infraestrutura como entrave ao desenvolvimento. O professor Ely de Mattos defende planejamento de longo prazo e ações coordenadas para gerar empregos.

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Rio Uruguai sobe e suspende travessias entre o RS e a Argentina

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Redação Planalto RS 24 Horas

1 de outubro de 2026

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A elevação do nível do Rio Uruguai provocou a suspensão de travessias internacionais entre o Rio Grande do Sul e a Argentina nesta quinta-feira (1º). Pelo menos dois pontos da fronteira tiveram as operações interrompidas devido às condições do rio.

Entre Tiradentes do Sul e El Soberbio, a travessia foi paralisada após o rio atingir aproximadamente 8,5 metros, inviabilizando o serviço de balsa. A situação também afetou a ligação entre Porto Mauá e Alba Posse, onde o nível ultrapassou os 8 metros, limite máximo para a operação segura da embarcação.

Em Porto Vera Cruz, a travessia para Panambí permanecia funcionando normalmente durante a manhã, mas a situação seguia sendo monitorada pelas equipes responsáveis. Caso o nível do Rio Uruguai continue subindo, a operação poderá ser suspensa ao longo do dia.

Já em Porto Xavier, a travessia para San Javier seguia operando normalmente nesta quinta-feira, sem registro de alterações até o momento.

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Seminário em Sarandi reúne educadores de quatro municípios

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1 de outubro de 2026

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A UPF Campus Sarandi sediou, em 30 de setembro, o Seminário de Encerramento do ciclo de formações do programa Leitura e Escrita na Educação Infantil (LEEI). O encontro reuniu profissionais da educação de Sarandi, Nova Boa Vista, São José das Missões e Novo Barreiro.

Realizada durante todo o dia, a programação foi voltada à troca de experiências e à apresentação de práticas desenvolvidas ao longo do percurso de formação. Participaram professoras da Educação Infantil, articuladoras RENALFA, coordenadores do Programa Alfabetiza Tchê, diretores escolares, coordenadores pedagógicos e secretários municipais de Educação.

Um dos destaques foi a palestra da professora mestre Mônica Faccienda, com o tema “Sala de referência: um espaço de oralidade, escuta e escrita a partir do cotidiano e da literatura”. Durante a apresentação, foram discutidas possibilidades de utilização da sala de referência como espaço de interação, imaginação, descobertas e contato com a literatura.

O seminário também contou com relatos de professoras das instituições de ensino dos quatro municípios. Elas apresentaram atividades desenvolvidas com suas turmas e compartilharam experiências relacionadas à leitura, literatura, oralidade e cultura escrita.

A programação teve ainda uma apresentação cultural da Invernada Pré-Mirim do CTG Sangue Crioulo, de São José das Missões, sob orientação do professor instrutor Junior Bonnes e coordenação da professora Tiarle Cescon e equipe. O momento trouxe a cultura regional para o encontro e destacou a importância das experiências culturais na formação das crianças e na relação com a comunidade e suas tradições.

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