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El Niño faz furacões sumirem do Atlântico e afeta clima em Passo Fundo

O Atlântico terminou setembro sem registrar nenhum furacão pela primeira vez em 32 anos. O fenômeno El Niño alterou as condições atmosféricas e deve influenciar o clima em Passo Fundo nos próximos meses.
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Redação Planalto RS 24 Horas

1 de outubro de 2026

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O Oceano Atlântico encerrou o mês de setembro sem o registro de um único furacão, situação que não ocorria há mais de três décadas. O fenômeno El Niño, atuante no Pacífico Equatorial, alterou as condições atmosféricas e impediu a formação de ciclones tropicais na região.

Três tempestades tropicais chegaram a se formar no período, mas nenhuma atingiu a intensidade de furacão. A tempestade Fay foi a que mais se aproximou, com ventos de aproximadamente 113 km/h, ficando abaixo do limiar necessário para ser classificada como furacão.

Para Passo Fundo e a região Norte, a ausência de furacões no Atlântico não significa estabilidade climática. O mesmo El Niño que bloqueia os ciclones no oceano altera o regime de chuvas no Sul do Brasil, com impacto direto na agricultura, no abastecimento de água e nas temperaturas ao longo da primavera e do verão. O comportamento atmosférico observado no Atlântico serve como indicador das condições que devem predominar sobre o continente nas próximas semanas.

Desde o início dos registros modernos, em 1950, apenas três outros meses de setembro terminaram sem furacões no Atlântico: 1994, 1972 e 1962. O último episódio havia ocorrido há 32 anos.

O contraste com a média histórica é expressivo. Em uma temporada comum, o Atlântico produz aproximadamente sete furacões, e cinco deles já deveriam ter ocorrido até o início de outubro. Setembro, isoladamente, costuma registrar de dois a três furacões, por reunir águas mais quentes e condições atmosféricas favoráveis.

A principal causa do bloqueio está no cisalhamento do vento, diferença de velocidade e direção dos ventos entre diferentes níveis da atmosfera. O El Niño elevou esse cisalhamento a níveis recordes na principal região de desenvolvimento de furacões do Atlântico Norte, que se estende da costa Oeste da África até o Caribe.

O cisalhamento forte desorganiza a circulação das tempestades, separando a região de circulação próxima à superfície das áreas de tempestades profundas que precisam se organizar ao redor do centro do sistema. As águas do Atlântico permaneceram quentes o suficiente para permitir furacões, mas a atmosfera não ofereceu condições para que se formassem.

Enquanto o Atlântico registra atividade abaixo do normal, o Pacífico apresenta comportamento oposto, com temporada de furacões extraordinária. O mesmo fenômeno que bloqueia os ciclones no Atlântico favorece a formação de tempestades no Pacífico, padrão típico de anos de El Niño intenso.

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Mulher morre após acidente com três carros na BR-386 em Frederico Westphalen

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Redação Planalto RS 24 Horas

1 de outubro de 2026

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Uma mulher morreu após um acidente envolvendo três veículos na noite de quarta-feira (30), na BR-386, em Frederico Westphalen. A colisão ocorreu por volta das 19h10, no km 33 da rodovia.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o acidente começou com uma colisão frontal entre um Volkswagen Gol e um Hyundai i30. Na sequência, o i30 bateu na traseira de um Ford Fiesta.

A motorista do Gol foi socorrida e encaminhada para atendimento, mas morreu a caminho do Hospital Divina Providência, de Frederico Westphalen. A identidade da vítima ainda não foi divulgada.

O condutor do i30 sofreu lesões leves e também foi encaminhado para atendimento médico. O motorista do Fiesta não se feriu.

Os condutores do i30 e do Fiesta realizaram testes do bafômetro, que apresentaram resultado negativo para ingestão de álcool.

Equipes do Corpo de Bombeiros, do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e da Brigada Militar auxiliaram no atendimento da ocorrência. As circunstâncias e as causas do acidente serão investigadas.

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Pesquisa clínica em Passo Fundo amplia acesso a tratamentos

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Redação Planalto RS 24 Horas

1 de outubro de 2026

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Passo Fundo integra atualmente pesquisas clínicas multicêntricas conduzidas pelo Instituto Méderi de Pesquisa e Saúde, com protocolos realizados simultaneamente em diferentes cidades do Brasil e do exterior. A informação foi apresentada pela farmacêutica e bioeticista Keyla Liliana Alves de Lima Deucher, diretora-executiva do instituto e presidente da Associação Brasileira de Centros de Pesquisa Clínica, durante participação no programa Emoção, Afeto e Comportamento, da Rádio Uirapuru.

Segundo a especialista, os estudos conduzidos no município seguem os mesmos protocolos aplicados em centros de pesquisa de São Paulo, dos Estados Unidos, da Alemanha e de outras localidades. O instituto atua principalmente em estudos de fases 2 e 3, etapas que avaliam definição de doses, segurança e eficácia de medicamentos e tratamentos.

Keyla Deucher explicou que o desenvolvimento de medicamentos passa por etapas sequenciais. Antes dos testes em seres humanos, há a fase pré-clínica. Na fase 1, são avaliados aspectos como absorção, distribuição e eliminação do medicamento pelo organismo, além de questões de segurança. A fase 2 concentra-se na definição das doses, enquanto a fase 3 envolve um número maior de participantes e busca avaliar principalmente segurança e eficácia.

Atualmente, o Instituto Méderi participa de estudos em diferentes áreas terapêuticas. Entre elas estão diabetes, hipertensão, colesterol elevado, doenças cardiovasculares, asma, Alzheimer, psicose associada à demência, depressão e rinite alérgica. Há também pesquisas relacionadas a medicamentos que ainda não estão disponíveis no mercado.

A participação de voluntários não tem custo. Despesas relacionadas ao envolvimento no estudo, como deslocamento, podem ser reembolsadas para que o paciente não tenha gastos. O processo inclui avaliação detalhada do histórico médico, doenças existentes e medicamentos utilizados antes da inclusão. O voluntário pode deixar o estudo a qualquer momento.

Para quem possui alguma das condições estudadas, a porta de entrada pode ocorrer por contato direto com o instituto, pelas redes sociais ou por encaminhamento de profissionais de saúde. A participação depende dos critérios específicos de cada pesquisa e de uma avaliação individual do paciente.

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