Passo Fundo integra atualmente pesquisas clínicas multicêntricas conduzidas pelo Instituto Méderi de Pesquisa e Saúde, com protocolos realizados simultaneamente em diferentes cidades do Brasil e do exterior. A informação foi apresentada pela farmacêutica e bioeticista Keyla Liliana Alves de Lima Deucher, diretora-executiva do instituto e presidente da Associação Brasileira de Centros de Pesquisa Clínica, durante participação no programa Emoção, Afeto e Comportamento, da Rádio Uirapuru.
Segundo a especialista, os estudos conduzidos no município seguem os mesmos protocolos aplicados em centros de pesquisa de São Paulo, dos Estados Unidos, da Alemanha e de outras localidades. O instituto atua principalmente em estudos de fases 2 e 3, etapas que avaliam definição de doses, segurança e eficácia de medicamentos e tratamentos.
Keyla Deucher explicou que o desenvolvimento de medicamentos passa por etapas sequenciais. Antes dos testes em seres humanos, há a fase pré-clínica. Na fase 1, são avaliados aspectos como absorção, distribuição e eliminação do medicamento pelo organismo, além de questões de segurança. A fase 2 concentra-se na definição das doses, enquanto a fase 3 envolve um número maior de participantes e busca avaliar principalmente segurança e eficácia.
Atualmente, o Instituto Méderi participa de estudos em diferentes áreas terapêuticas. Entre elas estão diabetes, hipertensão, colesterol elevado, doenças cardiovasculares, asma, Alzheimer, psicose associada à demência, depressão e rinite alérgica. Há também pesquisas relacionadas a medicamentos que ainda não estão disponíveis no mercado.
A participação de voluntários não tem custo. Despesas relacionadas ao envolvimento no estudo, como deslocamento, podem ser reembolsadas para que o paciente não tenha gastos. O processo inclui avaliação detalhada do histórico médico, doenças existentes e medicamentos utilizados antes da inclusão. O voluntário pode deixar o estudo a qualquer momento.
Para quem possui alguma das condições estudadas, a porta de entrada pode ocorrer por contato direto com o instituto, pelas redes sociais ou por encaminhamento de profissionais de saúde. A participação depende dos critérios específicos de cada pesquisa e de uma avaliação individual do paciente.