O Internacional iniciou um processo de reformulação em suas categorias de base sob a liderança de Carlos Noval, que assumiu o cargo de diretor em abril deste ano. A mudança ocorreu após um período de crise no setor, que resultou em demissões, e tem como meta recolocar o clube entre as principais referências nacionais na formação de atletas.
Em entrevista exclusiva, Noval explicou que o trabalho começou com uma avaliação profunda da estrutura do clube, incluindo as áreas social, técnica, física, de saúde e de performance. O objetivo é compreender o DNA e a cultura do Inter para aprimorar os processos existentes e corrigir falhas.
A escola que revelou nomes como Falcão, Taffarel, Dunga e Alisson passou por um período de instabilidade que exigiu uma reestruturação profunda. A aposta da nova gestão é na verticalização entre os departamentos profissional e de base, garantindo que todos os setores pensem de forma alinhada. Para Noval, essa integração é o que vai mover o clube no futuro, tanto no aspecto esportivo quanto no financeiro.
O diretor destacou que o convite para assumir o cargo partiu de Fabinho e Abel, que buscavam alguém para ajudar a recolocar a base do clube como referência no mercado nacional. Desde a chegada, a gestão realizou uma avaliação de todos os profissionais e departamentos, sempre em alinhamento com o futebol profissional.
Um dos pontos centrais do novo modelo é o processo de integração. Noval afirmou que frequenta o departamento profissional uma ou duas vezes por semana para acompanhar treinos de perto e entender as necessidades da comissão técnica. Essa troca permite identificar quais características de atletas são necessárias no momento e quais jovens podem ser promovidos.
A definição de quem treina com o time principal envolve dois processos. Um deles é conduzido pelo coordenador técnico, que mantém contato direto com Pablo, auxiliar permanente da casa. Os nomes são posteriormente alinhados com Noval e Fabinho para a decisão final sobre quais atletas devem integrar o profissional.
O dirigente também comentou o sucesso da categoria sub-15 e reforçou que a base é a saída para todos os clubes, independentemente da saúde financeira. Segundo ele, o grande desafio é fazer o Inter voltar a ser uma referência nacional em categorias de base, com um trabalho alinhado e objetivo comum entre todos os setores do clube.