A Polícia Civil encerrou as buscas pela motorista de aplicativo Gabriela Evaldt Cardoso, de 23 anos, desaparecida desde 6 de setembro. As varreduras foram realizadas em uma área delimitada, mas nenhum vestígio da jovem ou localização do corpo foi encontrado.
O último contato conhecido de Gabriela ocorreu por volta das 23h daquele dia, com uma amiga. A jovem saiu de Torres em direção a Tramandaí, onde o carro dela foi localizado 10 dias depois, em uma casa desocupada.
Horas antes do desaparecimento, Gabriela informou a familiares que estava bem e que iria até a casa da mãe, Rosane Evaldt, em Torres, para devolver o carro. No entanto, ela nunca chegou ao local. A principal linha de investigação aponta para um provável homicídio.
O veículo Gol foi encontrado sem placa e com uma calota retirada. A localização ocorreu após uma denúncia anônima. A partir do cruzamento de imagens de câmeras de monitoramento, os investigadores identificaram o último momento em que o automóvel circulou.
Perícias de DNA, papiloscopia e análise de vestígios foram solicitadas. O celular da motorista foi localizado, e os investigadores pediram acesso aos dados do aparelho e às redes sociais da jovem. A Polícia Civil já descartou a hipótese de latrocínio, mas a possibilidade de feminicídio ainda não foi confirmada.
As buscas poderão ser retomadas caso a análise das informações reunidas na investigação permita definir um novo perímetro de procura. A mãe de Gabriela, Rosane Evaldt, descreveu a situação como uma dor inexplicável.