A crise no abastecimento de óleo diesel no Rio Grande do Sul se agravou e já atinge 170 municípios, o equivalente a um terço das cidades gaúchas. O levantamento é da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), que ouviu 392 prefeituras.
Em Carazinho, a situação não é diferente. A escassez do combustível coloca em risco a continuidade de serviços essenciais, como saúde e segurança, além de ameaçar o escoamento da produção agrícola da região.
Os estoques locais das prefeituras atingidas têm autonomia para apenas 10 a 15 dias de consumo. Diante da impossibilidade de manter frotas de ambulâncias, viaturas e ônibus escolares operando, quatro municípios da Região Central já decretaram situação de emergência: Formigueiro, Tupanciretã, Júlio de Castilhos e São Sepé.
A presidente da Famurs, Adriane Perin de Oliveira, alerta para o risco de colapso econômico. “Sem diesel, o campo para, o transporte trava e os custos sobem para toda a cadeia até chegar à mesa do consumidor”, adverte.
A Federação cobrou publicamente das distribuidoras de combustíveis e das autoridades governamentais transparência total sobre as projeções e os estoques reais de diesel. A medida é considerada urgente para que os prefeitos consigam planejar planos de contingência e organizar a manutenção de serviços mínimos de utilidade pública.
A Famurs informou que mantém contato permanente com os gestores municipais para atualizar o mapa do desabastecimento. A entidade estuda ações conjuntas com os governos estadual e federal para garantir prioridade de cotas de combustível para o setor logístico da safra e veículos de emergência.