O Rio Grande do Sul registrou 67 feminicídios em 2026. Os dois casos mais recentes ocorreram entre domingo (1º) e segunda-feira (2), reforçando a gravidade da violência contra as mulheres no estado.
Em Itacurubi, na Região Central, Antônia Bueno Flores, 64 anos, foi morta pelo companheiro, Luiz Alvarenga Rodrigues, 66 anos. Não havia medida protetiva em vigor. Já em Sobradinho, Júlia Roseli da Silva, 45 anos, foi morta pelo ex-companheiro, que não aceitava o término do relacionamento.
Iniciativas de conscientização buscam ampliar a proteção às mulheres. O sinal de socorro com as mãos, conhecido internacionalmente, surgiu no Canadá durante a pandemia de Covid-19 para permitir que vítimas pedissem ajuda de forma discreta.
Segundo Nadia Bisch, fundadora do Instituto Lótus, quanto mais pessoas conhecerem o significado do gesto, maiores as chances de alguém ajudar. Ao identificar o sinal, uma pessoa pode anotar os dados da vítima, acionar a polícia e encaminhar o caso para atendimento.
Outro símbolo presente em ruas e praças são os bancos vermelhos, iniciativa que começou na Itália em 2016. Os bancos exibem informações sobre canais de denúncia e atendimento às vítimas. Em Porto Alegre, a ação está presente em 10 praças.
A cor faz referência ao sangue das mulheres assassinadas em crimes de gênero, conforme Denise Argemi, coordenadora nacional do projeto Bancos Vermelhos Oficial no Brasil. Em emergências, deve-se ligar para o 190. Denúncias podem ser feitas pelo 180, canal que já registrou mais de 5,3 mil relatos no estado em 2026.