A Cotrijal completou 69 anos de história nesta segunda-feira (14). Fundada em 1957 por 11 produtores que buscavam solução para as dificuldades de armazenagem do trigo, a cooperativa se consolidou como uma das principais do setor no Rio Grande do Sul, com cerca de 18 mil associados e presença em 50 municípios.
Em entrevista, o presidente Ney César Mânica afirmou que a atuação da cooperativa é voltada ao desenvolvimento regional, à valorização do produtor e à permanência das famílias no campo. Segundo ele, a expansão contínua permitiu ampliar a oferta de serviços e assistência técnica em diferentes regiões.
Entre os investimentos recentes, Mânica citou a participação da Cotrijal, junto a outras cooperativas, em uma nova empresa voltada à transformação da soja em biocombustíveis e outros produtos. O projeto prevê a produção de biodiesel, DDG, farelo de soja e óleo, além de uma estrutura para industrialização da canola.
O presidente também abordou a situação financeira do produtor rural gaúcho. Segundo ele, a cooperativa participa das discussões em defesa de medidas para recuperação do setor após anos de dificuldades climáticas, perdas de produção e redução de renda. Mânica defendeu condições adequadas de prazo e juros para que os produtores possam reorganizar seus compromissos e continuar produzindo.
Na avaliação do presidente, o cooperativismo ganha ainda mais importância em períodos de dificuldade, ao oferecer assistência técnica, tecnologia, inovação, serviços e acesso ao mercado. Ele também apontou a sucessão rural como um dos grandes desafios para o futuro, destacando a necessidade de preparar os jovens e criar condições para a permanência das novas gerações no campo.
Schroeder reforçou que a gestão responsável é um dos principais diferenciais da Cotrijal. Segundo ele, a cooperativa precisa manter foco, avaliar riscos e tomar decisões considerando que os dirigentes administram uma organização pertencente aos próprios associados.