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Um mês após tornado, metade das famílias segue fora de casa em Pedro Osório

Um mês após tornado que percorreu 6 km, sete das dez famílias que perderam tudo ainda não retornaram às casas. Município aguarda recursos financeiros para ações de reconstrução.
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Redação Planalto RS 24 Horas

11 de setembro de 2026

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Um mês após a passagem de um tornado que percorreu 6 km em Pedro Osório, moradores ainda trabalham na limpeza e reconstrução de suas propriedades. Sete das dez famílias que tiveram casas completamente destruídas pela ventania em 6 de agosto seguem fora de suas residências.
O decreto de situação de emergência foi homologado no início de setembro, mas o município afirma que ainda não recebeu recursos financeiros para as ações de reconstrução.

O pecuarista Leonardo Ferreira perdeu sua moradia e relata que os últimos 30 dias foram dedicados à limpeza do terreno e remoção de árvores, raízes e tijolos. O trabalho foi atrasado por períodos de chuva.
A compra dos primeiros materiais de construção foi viabilizada com ajuda externa. “Alguma coisa de material a gente ganhou: areia, brita. Ganhamos o telhado todo. Ganhamos alguma coisa de cimento”, conta.
A expectativa de Ferreira é ter a casa pronta até o final deste ano ou no início do próximo, dependendo das condições do tempo. Ele lembra que pensou em abandonar o local, mas decidiu ficar após conversar com a família.
“Minha história de vida é toda aqui, então é até difícil falar, mas a gente vai reconstruir e, se Deus quiser, pretendo nunca mais ter medo. Hoje, quando se forma um tempo que parece que vai dar temporal, a gente já fica muito angustiado, assustado, mas temos que seguir em frente”, afirma.
A dona de casa Letícia Magalhães presenciou a formação do tornado. Ela estava na frente de casa quando o tempo escureceu e, junto do marido, precisou se abrigar em um quarto. O vento levantou as telhas do galpão da propriedade e destruiu estruturas vizinhas.
Na mesma noite, um segundo temporal arrancou o telhado da casa de uma vizinha de Letícia. A dona de casa relata que, aos poucos, a comunidade está se reerguendo. A casa da vizinha já foi consertada, os móveis foram recolocados, e o foco agora é a recuperação das áreas de trabalho.
“Agora falta seguir nos galpões e arrumar as mangueiras que também são prioridade, porque precisamos para trabalhar. Agora estamos esperando a máquina que vai vir para tirar os entulhos para podermos limpar para seguir arrumando os galpões”, explica Letícia.
Apesar do trauma gerado pelos temporais, a dona de casa descarta a possibilidade de se mudar da área rural. “Receio a gente fica agora porque qualquer temporal a gente fica com medo de que não sabe acho que não vai vir mais aquilo aquele tornado a gente pede que não venha mais mas quando se arma eu fico assim com um pouco de medo igual mas aí eu rezo muito e peço muito mas eu não pretendo sair daqui”, conclui.

A comunidade rural enfrenta dificuldades para retomar a rotina de trabalho, com galpões e mangueiras danificados que são essenciais para a atividade produtiva na região. Apesar do trauma gerado pelos temporais, moradores descartam deixar o local e seguem aguardando maquinário para remoção de entulhos.

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PM usa IA para localizar família de criança haitiana perdida em Farroupilha

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Redação Planalto RS 24 Horas

21 de outubro de 2026

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A Brigada Militar localizou, na tarde de sábado (17), a família de um menino haitiano de 9 anos que caminhava sozinho pelas ruas de Farroupilha. A criança não se feriu e foi levada de volta para casa.

Os policiais foram acionados por um morador por meio do telefone 190. Como o menino só fala francês, a equipe utilizou a ferramenta de inteligência artificial ChatGPT para traduzir perguntas por áudio e estabelecer comunicação com a criança.

O soldado Rafael Tondollo e o sargento Jeferson Maurício Espinoza Carrets atenderam a ocorrência. Segundo Tondollo, a criança estava assustada, o que dificultou o início do diálogo. “Precisamos de algum tempo para que ele tivesse confiança em nós e se sentisse seguro para falar”, relatou.

Com o auxílio da ferramenta de IA, os policiais perguntaram em qual escola o menino estudava. Ele informou o local, e a equipe se dirigiu até a instituição com a expectativa de que a residência da família ficasse nas proximidades.

No trajeto, a criança se orientou e passou a indicar o caminho. “Quando chegamos na rua da casa dele, ele abriu a porta da viatura faltando quase uma quadra. Ficou muito feliz ao voltar para casa”, afirmou o soldado.

Os pais não estavam na residência no momento. Um vizinho entrou em contato com o pai, e eles retornaram logo em seguida. De acordo com a Brigada Militar, a família ficou aliviada com o reencontro.

O pai informou aos policiais que estava com a esposa no centro da cidade, fazendo compras em uma fruteira, quando o filho disse que iria ao banheiro. Ao perceberem a ausência do menino, iniciaram as buscas e, sem êxito, seguiram a pé para casa.

Conforme a BM, o ponto onde a criança foi localizada fica a aproximadamente 1,5 km do comércio onde estava com os pais. O menino permaneceu sozinho por cerca de uma hora.

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Urna eletrônica tem intervalo de dois segundos antes de liberar voto em Gramado

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Redação Planalto RS 24 Horas

21 de outubro de 2026

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Eleitores que votarem em Gramado nas próximas eleições precisarão observar um intervalo de dois segundos antes que a urna eletrônica libere o registro do voto. O procedimento é padrão em todos os equipamentos do município e ocorre após a confirmação do último dígito digitado pelo eleitor.

A pausa é uma medida de segurança do sistema eletrônico de votação e não representa falha ou lentidão do aparelho. O tempo vale para todas as seções eleitorais da cidade, independentemente do cargo em disputa.

Após digitar os números do candidato, o eleitor deve aguardar o fim da contagem antes de pressionar a tecla de confirmação. A urna exibe a mensagem de espera e, somente depois do intervalo, libera o registro.

Caso o eleitor tente confirmar antes do prazo, o equipamento não conclui a operação. A orientação é repetir o procedimento com calma e, em caso de dúvida, solicitar apoio ao mesário na seção.

O intervalo de dois segundos é o mesmo em todas as urnas do país e não altera o tempo total de votação. Em Gramado, a recomendação é que os eleitores cheguem com antecedência aos locais de votação para evitar filas nos horários de pico.

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