O Centro Cardioneurovascular do Hospital São Vicente de Paulo (HSVP), em Passo Fundo, é referência no atendimento a casos de infarto agudo do miocárdio. A instituição é pioneira no Brasil e na América Latina nesse tipo de assistência, mantendo estrutura especializada 24 horas por dia, sete dias por semana, desde 1999.
A rapidez no atendimento é determinante para reduzir complicações e preservar o músculo cardíaco. No Brasil, cerca de 400 mil pessoas morrem por doenças cardiovasculares anualmente, o que reforça a necessidade de prevenção e de busca imediata por socorro médico diante dos primeiros sinais.
O serviço de hemodinâmica do HSVP consolidou-se ao longo de mais de duas décadas como a principal porta de entrada para emergências cardíacas na região. A estrutura permanente garante que pacientes de Passo Fundo e municípios vizinhos tenham acesso a diagnóstico e tratamento especializados sem necessidade de transferência para outros centros.
O cardiologista intervencionista Dr. Rogério Tumelero, coordenador técnico do Laboratório de Hemodinâmica do HSVP, explica que o infarto ocorre quando o fluxo sanguíneo para parte do músculo cardíaco é interrompido, geralmente por obstrução de uma artéria coronária. “Quanto mais rápido o paciente chegar ao atendimento especializado, maiores são as possibilidades de realizar o diagnóstico e o tratamento de forma rápida, reduzindo o risco de complicações e de sequelas”, afirma.
O principal sinal de alerta é dor, pressão, aperto ou desconforto no peito, que pode se espalhar para costas, ombros, pescoço ou mandíbula. Esses sintomas podem vir acompanhados de falta de ar, náuseas, vômitos, suor frio, tontura ou mal-estar intenso.
Os sintomas, porém, nem sempre são típicos. Mulheres, idosos e pessoas com diabetes podem apresentar manifestações diferentes. Nas mulheres, falta de ar, náuseas, cansaço e desconforto nas costas ou mandíbula podem indicar infarto. Em idosos, o quadro pode surgir como mal-estar e cansaço. Já diabéticos podem ter alteração na sensibilidade à dor e, em alguns casos, sofrer um infarto sem dor no peito.
Fatores de risco como histórico familiar não podem ser modificados, mas a maioria pode ser controlada. “Manter a pressão arterial, o colesterol e a glicemia sob controle, reduzir o consumo de sal, ter alimentação equilibrada, praticar atividade física regularmente, controlar o peso, utilizar corretamente os medicamentos prescritos e não fumar são medidas importantes”, destaca o Dr. Tumelero.
Diante de sinais de infarto, a orientação é não realizar esforços, não tentar caminhar e não dirigir. A pessoa deve permanecer sentada ou deitada e solicitar ajuda para chegar a um serviço de emergência rapidamente. “A rapidez é fundamental porque o tempo de atendimento influencia diretamente a quantidade de músculo cardíaco que pode ser preservada”, conclui o cardiologista.