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Prefeitura de Porto Alegre inicia demolição de 70 casas na Vila Dique para reconstruir dique

A Prefeitura de Porto Alegre começou a demolição de 70 moradias na Vila Dique, na Zona Norte, área atingida pela enchente de 2024. O objetivo é reconstruir o Dique do Arroio Areia, que perdeu altura e capacidade de proteção ao longo de décadas.
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Redação Planalto RS 24 Horas

4 de agosto de 2026

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A Prefeitura de Porto Alegre deu início, nesta terça-feira (4), à demolição de 70 moradias na Vila Dique, localizada na Zona Norte da capital. A área foi severamente atingida pela enchente histórica de 2024 e passa agora por um processo de desocupação para a reconstrução do Dique do Arroio Areia, estrutura essencial no sistema de proteção contra cheias da cidade.

Segundo o município, o dique, construído há mais de 40 anos, sofreu compactação natural do solo e está, em alguns pontos, mais de um metro abaixo do nível original, o que comprometeu sua eficácia. Em um trecho, a estrutura chegou a romper durante a última catástrofe climática.

A ocupação irregular do dique ao longo das últimas cinco décadas é apontada pela administração municipal como um dos fatores que agravaram a situação. Com a remoção das famílias, a prefeitura planeja iniciar as obras de reconstrução após a conclusão da demolição, da supressão vegetal e da retirada da rede de energia elétrica existente no local.

O secretário municipal de Obras e Infraestrutura, André Flores, explicou que a intervenção é necessária para garantir a segurança da região. “O dique existe para proteger essa região da cidade. Precisamos refazer o dique”, afirmou.

Das 70 famílias que viviam na Vila Dique, 53 já adquiriram novos imóveis por meio do programa Compra Assistida, do governo federal. Outras duas são atendidas pela modalidade Estadia Solidária, enquanto 15 foram realocadas temporariamente para casas desocupadas na própria comunidade, onde permanecerão até receberem a moradia definitiva.

Moradores que acompanharam a demolição relataram o impacto emocional da despedida. A recicladora Carina de Lima Silva, que viveu no local por mais de 20 anos, disse que a destruição da casa foi dolorosa. “Ver minha casa sendo destruída foi uma tristeza. Eu criei minha filha aqui, ela tem 17 anos. Agora estou morando em apartamento. Não é a mesma coisa”, contou.

Já Amadeu Machado, de 68 anos, demonstrou preocupação com os animais que cria. “Tenho um apartamento, mas não consigo levar os bichos todos. Eu prefiro ir para baixo de uma árvore e não abandonar meus animais do que ir para o apartamento”, disse.

A prefeitura informou que equipes do Gabinete da Causa Animal (GCA) e da Diretoria Geral de Fiscalização realizaram vistorias na área. Durante a ação, foram encontrados cerca de 10 animais, todos microchipados e acompanhados por seus responsáveis, que afirmaram estar preparados para a realocação.

Fonte: Globo G1 Rio Grande do Sul

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PM usa IA para localizar família de criança haitiana perdida em Farroupilha

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Redação Planalto RS 24 Horas

21 de outubro de 2026

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A Brigada Militar localizou, na tarde de sábado (17), a família de um menino haitiano de 9 anos que caminhava sozinho pelas ruas de Farroupilha. A criança não se feriu e foi levada de volta para casa.

Os policiais foram acionados por um morador por meio do telefone 190. Como o menino só fala francês, a equipe utilizou a ferramenta de inteligência artificial ChatGPT para traduzir perguntas por áudio e estabelecer comunicação com a criança.

O soldado Rafael Tondollo e o sargento Jeferson Maurício Espinoza Carrets atenderam a ocorrência. Segundo Tondollo, a criança estava assustada, o que dificultou o início do diálogo. “Precisamos de algum tempo para que ele tivesse confiança em nós e se sentisse seguro para falar”, relatou.

Com o auxílio da ferramenta de IA, os policiais perguntaram em qual escola o menino estudava. Ele informou o local, e a equipe se dirigiu até a instituição com a expectativa de que a residência da família ficasse nas proximidades.

No trajeto, a criança se orientou e passou a indicar o caminho. “Quando chegamos na rua da casa dele, ele abriu a porta da viatura faltando quase uma quadra. Ficou muito feliz ao voltar para casa”, afirmou o soldado.

Os pais não estavam na residência no momento. Um vizinho entrou em contato com o pai, e eles retornaram logo em seguida. De acordo com a Brigada Militar, a família ficou aliviada com o reencontro.

O pai informou aos policiais que estava com a esposa no centro da cidade, fazendo compras em uma fruteira, quando o filho disse que iria ao banheiro. Ao perceberem a ausência do menino, iniciaram as buscas e, sem êxito, seguiram a pé para casa.

Conforme a BM, o ponto onde a criança foi localizada fica a aproximadamente 1,5 km do comércio onde estava com os pais. O menino permaneceu sozinho por cerca de uma hora.

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Urna eletrônica tem intervalo de dois segundos antes de liberar voto em Gramado

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Redação Planalto RS 24 Horas

21 de outubro de 2026

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Eleitores que votarem em Gramado nas próximas eleições precisarão observar um intervalo de dois segundos antes que a urna eletrônica libere o registro do voto. O procedimento é padrão em todos os equipamentos do município e ocorre após a confirmação do último dígito digitado pelo eleitor.

A pausa é uma medida de segurança do sistema eletrônico de votação e não representa falha ou lentidão do aparelho. O tempo vale para todas as seções eleitorais da cidade, independentemente do cargo em disputa.

Após digitar os números do candidato, o eleitor deve aguardar o fim da contagem antes de pressionar a tecla de confirmação. A urna exibe a mensagem de espera e, somente depois do intervalo, libera o registro.

Caso o eleitor tente confirmar antes do prazo, o equipamento não conclui a operação. A orientação é repetir o procedimento com calma e, em caso de dúvida, solicitar apoio ao mesário na seção.

O intervalo de dois segundos é o mesmo em todas as urnas do país e não altera o tempo total de votação. Em Gramado, a recomendação é que os eleitores cheguem com antecedência aos locais de votação para evitar filas nos horários de pico.

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