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Fenômenos Climáticos

Tornados no RS: Ciríaco está na rota do corredor de fenômenos da América do Sul

O Rio Grande do Sul é uma das regiões mais propícias do mundo para a formação de tornados. Desde 1991, o estado registrou 31 desastres do tipo, incluindo ocorrências em Ciríaco, que integra o corredor de tornados da América do Sul.
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Redação Planalto RS 24 Horas

3 de agosto de 2026

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O tornado que atingiu o Noroeste gaúcho nesta semana reacendeu o alerta para um fenômeno recorrente no Rio Grande do Sul. Dados do Atlas Digital de Desastres apontam que, desde 1991, o estado contabilizou 31 desastres associados a tornados, afetando diretamente 7,6 mil pessoas e gerando prejuízos materiais de aproximadamente R$ 68 milhões.

O município de Ciríaco, na região de Passo Fundo, está inserido no chamado corredor de tornados da América do Sul, uma das faixas do planeta mais favoráveis para a formação desses eventos, atrás apenas da região central dos Estados Unidos. A condição geográfica e climática coloca a cidade entre as que já registraram ocorrências do fenômeno desde 2003, ao lado de Antônio Prado, Tapejara e São Francisco de Paula.

O histórico recente de Ciríaco e das cidades vizinhas demonstra que o fenômeno não é uma exceção, mas uma característica da dinâmica atmosférica local. O encontro do ar quente e úmido da Amazônia com massas de ar frio que avançam do sul do continente cria o cenário ideal para tempestades severas. Quando os ventos mudam de direção e velocidade conforme a altitude, a tempestade começa a girar, dando origem à coluna de ar em rotação que toca o solo.

O climatologista e professor da UFRGS, Francisco Eliseu Aquino, explica que a ocorrência do fenômeno não é incomum no estado. “A gente precisa das nuvens de tempestade severa, que são as cumulonimbus. O Rio Grande do Sul, nas últimas semanas, teve dezenas dessas tempestades muito desenvolvidas. É só a partir de uma nuvem como essa que pode surgir tornado ou tornados”, afirma.

Segundo o especialista, a possibilidade de ocorrência aumenta quando há forte contraste atmosférico. “Aumenta a chance de ocorrência de tornado no Rio Grande do Sul quando você tem maior contraste, uma frente quente, com instabilidade elevada e, por consequência, chuva e granizo associados”, detalha.

O meteorologista Maurício Ilha de Oliveira aponta que o aquecimento da atmosfera favorece tempestades severas, cenário que tende a intensificar a ocorrência de tornados. Apesar dos avanços da meteorologia, prever o local exato onde o tornado tocará o solo continua sendo um desafio para os especialistas.

O evento mais recente, registrado em Giruá, destruiu casas, derrubou árvores e matou animais em poucos minutos, com ventos que podem ultrapassar 300 quilômetros por hora. Em dezembro de 2003, Antônio Prado viveu um dos episódios mais graves da história recente, com cinco mortos e oito feridos.

Fonte: Globo G1 Rio Grande do Sul

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Escola em Tempo Integral amplia aprendizagem em cinco escolas de Carazinho

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Redação Planalto RS 24 Horas

4 de novembro de 2026

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A rede municipal de Carazinho iniciou, em 14 de outubro, o projeto Escola em Tempo Integral, que segue até 15 de dezembro, acompanhando o encerramento do ano letivo. A iniciativa atende cinco escolas municipais, com turmas de 25 alunos em cada instituição.

O objetivo é proporcionar aprendizagem significativa por meio de atividades lúdicas que estimulem o desenvolvimento dos estudantes. A proposta oferece oficinas práticas, dinâmicas e diversificadas, que complementam os conhecimentos trabalhados em sala de aula.

Nesta etapa, são atendidas as EMEFs Pedro Pasqualotto, Pedro Vargas, Presidente João Goulart, João XXIII e Castelo. A programação contempla diferentes componentes pedagógicos ao longo do período de atividades.

Entre as oficinas oferecidas estão Raciocínio Lógico, Escrita Criativa, Jogos Matemáticos, Literatura e Jogos Teatrais, Experimentoteca e Conhecendo o Desenho. As atividades seguem o calendário do ano letivo da rede municipal.

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Primeiro grande CCM da primavera atinge o Noroeste gaúcho com chuva intensa

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4 de novembro de 2026

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O primeiro grande Complexo Convectivo de Mesoescala (CCM) da temporada de tempestades da primavera se formou entre a madrugada e o começo da manhã desta quarta-feira (4), entre o Nordeste da Argentina e o Rio Grande do Sul. O sistema afeta principalmente o território gaúcho, com chuva localmente forte a intensa, raios e tempestades isoladas com vento e granizo.

Imagens de satélite registraram nuvens extremamente carregadas sobre o Noroeste do Rio Grande do Sul, com topos que atingiram temperatura de 90ºC abaixo de zero. O dado indica que a nuvem alcançou enorme altura na troposfera, condição associada à elevada intensidade da precipitação.

Os CCMs são grandes sistemas de tempestades formados pela organização de diversas células de chuva e temporais. Diferentemente de uma tempestade isolada, apresentam estrutura extensa, com nuvens de grande desenvolvimento vertical, intensa atividade elétrica, chuva forte e, frequentemente, rajadas de vento destrutivas.

A formação desses complexos ocorre quando há condições atmosféricas favoráveis à convecção, como elevada disponibilidade de calor e umidade, instabilidade atmosférica e mecanismos de levantamento do ar. Uma das principais características é a dimensão: podem ocupar dezenas de milhares de quilômetros quadrados e exibir área de nuvens muito extensa, com formato aproximadamente circular ou oval nas imagens de satélite.

No Sul do Brasil, os CCMs são relativamente frequentes, especialmente durante a primavera e o verão, quando a combinação de calor, umidade e instabilidade favorece o desenvolvimento de grandes áreas de tempestades. Esses sistemas podem provocar episódios de chuva torrencial, alagamentos, granizo e vendavais, com rajadas capazes de derrubar árvores, destelhar construções e danificar redes elétricas.

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