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Porto Alegre

Pinguins-de-magalhães resgatados cobertos de óleo são devolvidos ao mar em Rio Grande

De 18 pinguins resgatados cobertos de óleo em junho, 16 foram soltos no alto mar nesta quinta em Rio Grande; dois permanecem em recuperação no Cram/Furg. As aves passaram por despetrolização, hidratação e estabilização clínica antes da soltura.
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Redação Planalto RS 24 Horas

30 de julho de 2026

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Dezessete? O correto é 18. De 18 pinguins-de-magalhães resgatados encalhados e cobertos de óleo em junho, 16 foram reintroduzidos ao oceano nesta quinta-feira em Rio Grande; dois seguem internados para tratamento. A liberação foi feita por embarcação, com os animais transportados em caixas até o ponto de soltura no alto mar.

As aves apresentavam quadro de hipotermia, anemia e desidratação quando foram recolhidas. Entre os cuidados no Centro de Recuperação de Animais Marinhos da Universidade Federal do Rio Grande (Cram/Furg) estiveram estabilização clínica, despetrolização, hidratação e alimentação intensiva; o processo durou cerca de 45 dias para os liberados.

A coordenadora do Cram/Furg, Paula Canabarro, explicou que a microchipagem possibilita acompanhar o andamento dos animais após a soltura e identificar eventuais reencalhes na mesma região. Antes da limpeza das penas, cada ave passou por estabilização para restaurar temperatura corporal, hidratação e estado nutricional.

A equipe adotou procedimentos padrão de despetrolização para remover resíduos de óleo das penas, etapa imprescindível para restaurar a capacidade de isolamento térmico e a impermeabilidade. A alimentação e a hidratação foram mantidas de forma assistida até que os pinguins recuperassem condição adequada para a soltura.

Dois animais permanecem no Cram/Furg sob cuidados por apresentarem sinais clínicos que demandam mais tempo de recuperação. A instituição manterá acompanhamento e, quando liberados, também serão microchipados antes de qualquer reintrodução ao mar.

Fonte: Globo G1 Rio Grande do Sul

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