Dezessete? O correto é 18. De 18 pinguins-de-magalhães resgatados encalhados e cobertos de óleo em junho, 16 foram reintroduzidos ao oceano nesta quinta-feira em Rio Grande; dois seguem internados para tratamento. A liberação foi feita por embarcação, com os animais transportados em caixas até o ponto de soltura no alto mar.
As aves apresentavam quadro de hipotermia, anemia e desidratação quando foram recolhidas. Entre os cuidados no Centro de Recuperação de Animais Marinhos da Universidade Federal do Rio Grande (Cram/Furg) estiveram estabilização clínica, despetrolização, hidratação e alimentação intensiva; o processo durou cerca de 45 dias para os liberados.
A coordenadora do Cram/Furg, Paula Canabarro, explicou que a microchipagem possibilita acompanhar o andamento dos animais após a soltura e identificar eventuais reencalhes na mesma região. Antes da limpeza das penas, cada ave passou por estabilização para restaurar temperatura corporal, hidratação e estado nutricional.
A equipe adotou procedimentos padrão de despetrolização para remover resíduos de óleo das penas, etapa imprescindível para restaurar a capacidade de isolamento térmico e a impermeabilidade. A alimentação e a hidratação foram mantidas de forma assistida até que os pinguins recuperassem condição adequada para a soltura.
Dois animais permanecem no Cram/Furg sob cuidados por apresentarem sinais clínicos que demandam mais tempo de recuperação. A instituição manterá acompanhamento e, quando liberados, também serão microchipados antes de qualquer reintrodução ao mar.
Fonte: Globo G1 Rio Grande do Sul