Luís Castro externou preocupação com a intensidade e a falta de respeito de críticas recebidas desde que assumiu o comando do Grêmio, sete meses atrás. Após responder às perguntas da última entrevista coletiva, o treinador voltou a usar a palavra para alertar sobre a circulação de notícias falsas e as consequências do discurso agressivo.
Castro afirmou que a crítica é legítima e esperada, mas fez distinção entre opinião e desrespeito: “A crítica a mim, ela pode ser feita. Deve ser feita. Mas a crítica com falta de respeito é uma crítica que gera o ódio, que incentiva a violência.”
O técnico também comentou sobre a frequência de informações inverídicas: “Fake news, neste momento, é algo que aparece todos os dias.” Em seguida, pediu moderação: “Cuidado com os limites, é aquilo que eu vos peço.”
Durante a coletiva, o treinador foi questionado sobre as vaias da torcida ao final do empate com o Fluminense. Ele evitou polemizar e disse compreender a decepção dos torcedores diante do resultado, elogiando ao mesmo tempo a atuação da equipe.
A diretoria e a comissão técnica ainda não registraram manifestação formal sobre o teor das críticas; no clube, a orientação pública tem sido priorizar a preparação para os próximos compromissos.
O Grêmio volta a jogar nesta quinta-feira, às 19h, na Arena, contra o Bolívar, pela Sul-Americana. Após derrota por 3 a 2 na Bolívia, a equipe precisa vencer por um gol de diferença para levar a vaga aos pênaltis, ou por dois gols ou mais para avançar diretamente às oitavas.
Fonte: Globo Esporte RS