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Passo Fundo

Mais de 40% das indústrias migraram para o mercado livre de energia; impacto em Passo Fundo

Pesquisa da CNI aponta que 41% das indústrias brasileiras migraram para o mercado livre de energia desde 2024, e 73% das que mudaram notaram redução nas tarifas. A transição amplia a competitividade e tem reflexos esperados entre empresas de Passo Fundo.
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Redação Planalto RS 24 Horas

30 de julho de 2026

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Uma sondagem especial da Confederação Nacional da Indústria (CNI), aplicada em abril de 2026, mostra que 41% das indústrias migraram para o mercado livre de energia desde a norma do Ministério de Minas e Energia (MME) que ampliou o acesso em 2024. A pesquisa ouviu 1.498 empresas dos setores extrativo e de transformação: 601 pequenas, 529 médias e 368 grandes.

Dos empresários que trocaram o mercado cativo pelo livre, 73% relataram redução dos custos com a conta de energia. A CNI aponta ainda que 30% das empresas veem a migração como a principal estratégia para reduzir despesas elétricas, cenário que interessa diretamente a setores industriais e agroindustriais da região de Passo Fundo.

A participação por porte e tensão mostra diferenças claras: entre grandes indústrias atendidas em alta tensão, 63% já contratam energia no mercado livre. Entre pequenas empresas, 22% atuam no mercado livre e 45% seguem no mercado cativo.

A pesquisa também aponta que 79% das indústrias usam a energia elétrica como principal insumo energético em seus processos produtivos, o que explica a atenção dada ao custo da energia pelas empresas. Para muitos gestores industriais, a redução tarifária obtida no mercado livre tem impacto direto na competitividade e na margem operacional.

Roberto Wagner Pereira, gerente de Energia da CNI, ressaltou que “o caminho escolhido pelas empresas para diminuir as tarifas passa pela migração ao mercado livre” e defendeu a adoção de tarifas que variem conforme geração, horário e demanda, além da revisão de subsídios que influenciam o preço final da conta.

Para empresas e fornecedores de Passo Fundo, a tendência nacional indica oportunidades de renegociação de custos e de entrada de novos comercializadores. Ao mesmo tempo, especialistas alertam para a necessidade de assessoria técnica e jurídica na transição, especialmente para contratos em alta e baixa tensão.

Fonte: Rádio Planalto Passo Fundo

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